Escuta este conselho não vá a terreiros de Umbanda


Certo dia aproximei-me daquele terreiro de Umbanda, cheio de receio por tudo o que me diziam a respeito dos centros de Umbanda.
Mas a curiosidade era tanta que quando dei por conta já estava entrando e não foi possível mudar de idéia.
Uma voz que teimava em falar aos meus ouvidos dizia: "Tenha cuidado! Tenha cuidado!".
Afinal de contas, estava ignorando o conselho de um colega que dizia: "Não vá a centro de Umbanda!
Você vai ficar horrorizado com o que fazem lá".
Mas agora já era tarde, já tinha passado pela porta e uma senhora, com estranha bondade, convidou-me a entrar.
Atento a tudo e a todos me sentei na última fileira.
Pensei comigo: "aqui está bom, estou mais perto da porta, qualquer coisa saio em desabalada carreira que ninguém conseguira me segurar".
Logo comecei a prestar a atenção na palestra, pois a platéia estava atenta ao que dizia um senhor de meia idade.
Ele falava sobre coisas que eu não podia entender, ou talvez não quisesse, pois tinha receio.
Aos poucos fui me sentindo à vontade.
"Que estranho!" - pensei.
Há muito tempo que não me sentia tão bem.
Parecia que aquele pesado fardo que eu estava carregando tinha ficado mais leve.
As palavras, aos poucos foram me envolvendo aquele senhor falava de perdão, de caridade, de fazer bem ao próximo sem olhar a quem, e o mais incrível sem querer nada em troca e até de reforma íntima para ser feliz.
Falou e comentou de Jesus!
Após a palestra, fui convidado a entrar onde outras pessoas que após vim, a saber, que eram médiuns, estavam como em transe e neste momento uma senhora de meia idade me aplicou um passe, passava suavemente suas mãos a uns dois centímetros de minha cabeça e por todo o meu corpo e um alivio inesperado sem fez, meus pensamentos antes em turbilhão começaram a tornar límpidos e bem mais claros.
Atento a tudo e a todos, por via das dúvidas também resolvi fazer uma prece, já que não fazia uma desde há muito tempo.
Após o termino do passe, ela com uma voz estranha um pouco rouca que destoava de sua aparência frágil e doce disse-me que a vida era sucessão de acertos e erros, que todos temos altos e baixos que não deveria me deixar abater pelo desanimo e nem ter medo de buscar a minha felicidade.
Confesso que sai daquele local esperançoso de um novo recomeço, prometi a mim mesmo que voltaria novamente para buscar uma explicação razoável sobre o acontecido naquela noite.
E assim fiz e novamente me aproximava daquela casa.
Isto foi a tantos anos atrás que já nem me lembro mais a data precisa, sei somente que realmente mudei, hoje sou uma pessoa diferente, continuo com problemas, ainda tenho dificuldades, meu dinheiro muitas vezes acaba assim que o recebo, mas sei que tudo tem o porque de ser, consegui enfim um equilíbrio, hoje durmo tranqüilo, raramente tenho pesadelos, ou insônia, mas confio nos guias e orixás que sempre me mostram novas perspectivas de melhora.
Hoje, quando me perguntam sobre essa escola de almas que freqüento, eu brinco:
"Não vá a um centro de Umbanda!
Pois “você vai ficar impressionado com tantas coisas boas que acontecem lá”.
E se teimar mesmo assim a ir conhecer, tenha certeza que muito provavelmente você vai se apaixonar e nunca mais será o mesmo, isto ocorreu comigo e com muitas pessoas que conheço.
Sarava...
Roberley Meirelles